No contexto militar, os períodos de formação são forçosamente curtos uma vez que cursos longos acarretam custos financeiros, sociais e operacionais elevados.
Do ponto de vista financeiro, quanto mais longo for determinado curso maiores serão forçosamente os custos associados ao mesmo. Num cenário em que, devido a um conflito importante ou generalizado, seja necessário mobilizar uma percentagem significativa da elementos, retirar homens e mulheres do seu contexto laboral ou familiar por períodos longos tem obviamente custos sociais. Por fim do ponto de vista operacional, vamos por exagero imaginar que a formação era tão complexa que demorava 10 anos a ter o combatente preparado para o combate, muito antes de ter o homem pronto já o conflito teria terminado.
Os programas de formação têm portanto que reflectir um compromisso entre o que se pretende ensinar e o tempo de que se dispõe para faze-lo.
Se como foi referido o tempo é escasso, é fundamental avaliar correctamente o que é prioritário ensinar, quais são as capacidades ou valias que se revestem de importância vital.
No Combate Corpo a Corpo Militar ou na Defesa Pessoal, a primeira premissa será desenvolver um conjunto de valias que "assegurem e aumentem a possibilidade de sobrevivência do indivíduo", pelo que os programas de treino devem incidir nas ameaças mais comuns a que o indivíduo possa estar sujeito e fornecer uma resposta capaz para as mesmas.
Uma vez adquirido esse conjunto de competências pode-se então avançar para um novo nível e assim por diante. Contudo, por muito tempo que se disponha, será sempre impossível antever e treinar todas as diferentes situações, pelo que, é fundamental que o combatente ou o praticante aprenda a pensar. Ensinar o praticante a pensar e não o que pensar é fundamental, o cérebro é a melhor arma de que o ser humano dispõe.
“Ensinar a pensar” é outra das premissas que orientam o Programa da Divisão Militar da ICKKF, e significa que a procura do conhecimento deve ser perseguida pelo praticante. O Programa fornece uma base de trabalho que visa assegurar, como foi referido, “a possibilidade de sobrevivência do indivíduo”, explorar essas ferramentas, adaptá-las a novas situações é um trabalho que compete ao praticante.
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